segunda-feira, 21 setembro

    Desde o 2º trimestre de 2020 (logo depois do início da pandemia de Covid-19), a cidade de São Paulo começou a registrar uma alta nas devoluções de escritórios em edifícios Corporativos Classe A+ (absorção negativa). E seguiu assim durante cinco trimestres consecutivos (do 2º Tri/2020 até o 3º Tri/2021), conforme mostra o gráfico abaixo:

    Nestes cinco trimestres consecutivos, a absorção líquida negativa totalizou quase 221 mil m².

    Com isso, algumas empresas aproveitaram a oportunidade surgida no setor para se relocalizarem para esses espaços “prontos” (mobiliados). Alguns deles sequer haviam sido divulgados no mercado ainda (espaço sombra).  

    Essa prática de mudança para escritórios mobiliados, e já com benfeitorias instaladas, vem se tornando cada vez mais comum no mercado imobiliário corporativo. Isso ocorre porque as empresas nacionais e multinacionais têm optado por modelos de escritório menores e com um custo-benefício mais interessante.

    Elas acabam ganhando com a utilização do modelo híbrido (escritório+home-office) e espaços mais colaborativos. Dessa forma, o modelo de layout das empresas ganha mais padronização, facilitando a mudança de uma empresa para outra com poucas necessidades de adequação.

    Outro fator importante que motivou as empresas a buscarem por espaços “prontos” foi o aumento considerável do valor de materiais de construção, superior a 33% desde o 2º trimestre de 2020. Esse aumento pode ser conferido no quadro abaixo, do Índice Nacional de Custo da Construção da Fundação Getúlio Vargas (INCC-DI (FGV)). 

    Segundo Rafael Peccin (Sócio Fundador da OPM) há ainda produtos específicos usados na implantação de escritórios corporativos, que chegaram a quase 100% de aumento neste período. 

    Esse reajuste no preço fez com que novas locações em edifícios entregues de forma recente e sem acabamento como forro, piso elevado, ar condicionado (Core & Shell), ficassem menos atrativas devido ao alto valor de Capital Expenditure (CAPEX). Com isso, o novo inquilino teria de desembolsar esse custo logo no início do contrato de locação.

    Peccin ainda afirma que desde o 3º trimestre de 2020, o custo de obras para as empresas que desejam ocupar edifícios corporativos entregues em Core & Shell subiu aproximadamente 30%. Com esse aumento para as empresas, o custo médio aumentou para R$3.500/m² para as obras internas de implantação de um escritório corporativo.

    Para as obras de adaptação em escritórios que já foram ocupados e que possuem piso elevado, forro, luminárias, equipamentos de combate a incêndio e sistema de ar condicionado instalados (Warm Shell), as empresas investem em média R$2.850/m². 

    Já para as empresas que conseguem identificar um escritório “pronto”, o investimento é em média de R$ 800/m². É notória a diferença.

    Houve alguns casos em que a Ocupantes gerenciou transações nas quais o cliente teve de trocar somente a comunicação visual do antigo locatário e pagar um valor simbólico pelo mobiliário do antigo inquilino.

    A quantidade de espaços devolvidos “prontos” diminuiu após o fim da pandemia, mas ainda há uma movimentação considerável que pode ser aproveitada. Essa oportunidade de mudança para escritórios “prontos” tem gerado economia de até 77% para as empresas no custo da obra de adaptação.

    Todavia, esse tipo de transação não é um processo simples e os espaços sombra não são fáceis de se identificar. Eles ficam por pouco tempo disponíveis no mercado e precisam ser desmobilizados e entregues ao proprietário nas condições iniciais da locação, antes da data final da locação notificada.

    Desta forma, é imprescindível ter uma empresa de consultoria especializada no atendimento de empresas ocupantes para que tais oportunidades possam ser identificadas e negociadas em tempo.

    A Ocupantes já conduziu várias locações desse tipo e tem a expertise necessária para essa negociação de três pontas. Como única empresa brasileira 100% Tenant Rep (que representa somente os locatários), detemos informações de empresas que têm a intenção de mudar até mesmo antes de o próprio proprietário do imóvel ter conhecimento disso. Isso facilita a busca pelas opções que estão mais próximas da demanda do cliente.


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    Douglas Faioli | Diretor Imobiliário

    Diretor de Serviços Imobiliários Corporativos na Ocupantes, atende clientes de diversos segmentos, auxiliando nos processos de desmobilização, expansão, relocalização e renovação de ativos. Experiência com empresas nacionais e multinacionais.

    Morou 10 anos na Inglaterra e trabalhou como Intérprete de Inglês/Português. Formado em Inglês pelo Colégio de North Devon na Inglaterra e em Real Estate pela Laureate International University.

    Telefone: +55 11 96384-9167
    E-mail: douglas.faioli@ocupantes.com.br

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    Douglas é CEO da Ocupantes, uma consultoria líder em soluções imobiliárias corporativas, especializada em desmobilização, expansão, relocalização e renovação de ativos. Com mais de uma década de experiência, Douglas tem se destacado no atendimento a empresas nacionais e multinacionais, oferecendo estratégias personalizadas que não apenas otimizam custos, mas também potencializam resultados. Com uma sólida vivência internacional, Douglas passou 10 anos na Inglaterra. Possui formação em Inglês pelo Colégio de North Devon e é graduado em Real Estate pela Laureate International University.

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