Quem não está muito familiarizado com os termos do mercado imobiliário corporativo pode, ao se deparar com definições do tipo área locável, área BOMA, área privativa e área útil, ter dúvidas e se perguntar: Qual a diferença entre elas? Elas podem gerar algum impacto no valor da locação do imóvel?

    Neste breve artigo, iremos explicar a diferença entre essas áreas e qual impacto real podem causar no valor da locação. No segmento comercial, entender esses conceitos é de extrema importância, já que as negociações dos aluguéis no Brasil são sempre realizadas em reais por m².

    Além disso, o projeto arquitetônico elaborado para cada empresa precisa de um tamanho definido na hora da busca pelos imóveis.

    Área útil

    Á área útil é definida como a soma da área de carpete (áreas onde normalmente são instaladas estações de trabalho e salas de reunião), áreas molhadas (aquelas de banheiro, copas e depósitos), e hall de elevadores e recepção predial – se  estes forem de uso exclusivo do ocupante.

    Basicamente, a área útil é a área que se faz o projeto de interior ou test-fits, ou seja, são aquelas que podem ser ocupadas por pessoas. Espaços onde se encontram colunas e tubulações não podem ser ocupadas, portanto, não são computadas como área útil. A exemplo disso, a área  abaixo pintada de amarelo não pode ser computada como área útil:

    Área privativa

    A área privativa é toda área de uso exclusivo do ocupante. Nesse sentido, além da área útil descrita acima, também se inclui as áreas de shafts de tubulação para cabos elétricos, voz e dados e rede hidráulica, salas de máquinas de ar condicionado, além da área ocupada por colunas e espessura das paredes.

    Há edifícios onde banheiros, shafts e salas de máquinas de ar condicionado ficam na área comum e não são computadas como área privativa.

    A exemplo disso, a área abaixo pintada de amarelo não pode ser computada como área privativa:

    Área BOMA

    Já a área BOMA (Building Owners and Managers Association) contempla, além da área privativa descrita acima, uma proporção da área do hall dos elevadores (mesmo compartilhando com outros ocupantes do edifício), adiciona-se área de projeção das escadarias e áreas comuns cobertas (recepção do prédio, jardins cobertos, auditórios, fumódromos etc).

    Essa proporção é computada de acordo com o número de conjuntos e andares do edifício ocupado. Portanto, em um edifício onde existe recepção e auditório grande e com bastante áreas comuns, a eficiência da área útil será menor do que em edifícios onde há uma recepção menor sem auditório.

    A ideia que se tem nesse tipo de medição é a inclusão dessas áreas comuns na extensão como sendo do espaço privativo. E por causa disso, os prédios mais modernos têm  investido na melhoria das áreas comuns, para que os ocupantes tenham opções para descansar e relaxar.

    Área locável

    E, por último, mas não menos importante, existe a área locável. Esta é justamente a área em que o proprietário cobra o aluguel. A área locável, na maioria das vezes, é sobre a área BOMA ou sobre a área privativa; dificilmente será sobre a área útil.

    Especificamente na cidade de São Paulo até o ano de 2002, grande parte das locações eram cobradas sobre a área privativa e pouco se falava sobre a área BOMA.

    Desde então, os novos edifícios construídos tiveram mais investimento nas áreas comuns. Com isso, proprietários optaram por cobrar o aluguel sobre a área BOMA. Hoje em dia quase todos os edifícios Corporate Classe A e A+ fazem a cobrança dos aluguéis sobre a área BOMA.

    No processo de busca de um escritório, é de extrema importância saber a eficiência da área útil de cada opção. Isso será necessário para se ter uma comparação mais justa em relação ao tamanho real da área de escritório e do valor do aluguel.

    Algumas vezes, mesmo pagando um aluguel por m² mais caro em uma locação sobre a área privativa, ele pode ser mais acessível no pacote no final do mês. Vide no gráfico abaixo um exemplo:

    Essa diferença pode ter um impacto de aproximadamente 7% no valor mensal da locação. Esse comparativo normalmente não é feito pelas consultorias imobiliárias tradicionais, pois representam o proprietário.

    A Ocupantes é a única empresa de consultoria imobiliária no Brasil que representa somente o usuário final. Desta maneira, podemos mostrar abertamente os reais prós e contra de cada edifício selecionado pelo cliente, sem conflito de interesses.


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    Douglas Faioli | Diretor Imobiliário

    Diretor de Serviços Imobiliários Corporativos na Ocupantes, atende clientes de diversos segmentos, auxiliando nos processos de desmobilização, expansão, relocalização e renovação de ativos. Experiência com empresas nacionais e multinacionais.

    Morou 10 anos na Inglaterra e trabalhou como Intérprete de Inglês/Português. Formado em Inglês pelo Colégio de North Devon na Inglaterra e em Real Estate pela Laureate International University.

    Telefone: +55 11 96384-9167
    E-mail: douglas.faioli@ocupantes.com.br

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    Douglas é CEO da Ocupantes, uma consultoria líder em soluções imobiliárias corporativas, especializada em desmobilização, expansão, relocalização e renovação de ativos. Com mais de uma década de experiência, Douglas tem se destacado no atendimento a empresas nacionais e multinacionais, oferecendo estratégias personalizadas que não apenas otimizam custos, mas também potencializam resultados. Com uma sólida vivência internacional, Douglas passou 10 anos na Inglaterra. Possui formação em Inglês pelo Colégio de North Devon e é graduado em Real Estate pela Laureate International University.

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