Como co-sponsor, a Ocupantes teve o prazer de mais uma vez participar de um dos eventos mais importantes do mercado imobiliário corporativo: a 11ª edição do Buildings Exclusive.

    O encontro ocorreu no dia 01/06 (quinta-feira), no Edifício O Parque – Torre Orvalho, em São Paulo, nova torre de escritórios da Brookfield Properties.

    Edifício O Parque – Entrada Torre Orvalho

    Como cliente da plataforma de dados imobiliários Buildings CRE Tool, a Ocupantes avalia que o encontro foi muito proveitoso, justamente por reunir mais de 300 executivos do mercado imobiliário para uma troca de ideias e experiências que não ocorre sempre.

    Fernando Didziakas, sócio-diretor da Buildings, conduziu a apresentação dos dados dos mercados de escritórios, setor logístico, shoppings, dados de Santiago e expansão da sua pesquisa logística e industrial, entre novidades da plataforma.

    O evento também promoveu o lançamento do novo painel de Cap Rate dentro do CRE Tool, uma nova funcionalidade que permitirá aos clientes consultarem a taxa de capitalização de uma potencial transação, em determinado imóvel.

    Embora os números do 1T de 2023 já sejam conhecidos, bem como o histórico de outros trimestres e os desafios e oportunidades que o mercado vivenciou nestes últimos anos, a forma como foram abordados no comparativo de resultados, lançou novos insights e perspectivas ao setor. E ao novo momento vivido.

    O setor logístico no Brasil continua com bons resultados

    Didziakas abriu sua apresentação trazendo um panorama do setor logístico no Brasil. Hoje o mercado logístico conta com 924 condomínios logísticos, o que representa 32,4 milhões de m² entregues. Há, ainda, 4,3 milhões de m² em construção e 20,4 milhões de m² em projeto.

    Um dos destaques da análise concentrou-se no raio de 30 km da cidade de São Paulo, o mais competitivo das as empresas de e-commerce, pela proximidade com a capital.

    Buildings Exclusive – Divulgação

    Ao todo, são 166 condomínios, o que representa 6,5 milhões m² entregues. Quanto à taxa de vacância, ela está em 8,0%, considerada baixa.

    Quanto ao perfil, 73 condomínios são de Classe A e A+, o que corresponde a 4,5 milhões m² entregues. Esse raio apresenta 9,4% de taxa de vacância.

    Destes 73 condomínios, 26 imóveis, que representa 35%, possuem vacância.

    Uma pergunta provocada por Didziakas foi em relação ao tempo de vacância desses condomínios. Segundo ele, 70% das vacâncias no raio 30 km são de até um ano.

    Olhando para os 8 condomínios que possuem vacância há mais de um ano no raio 30 Km, observamos que no 1T de 2021, a taxa era de 22%, e foi reduzida para 11% no 1T de 2023.

    Por outro lado, a média de preço pedido subiu. Era R$ 21,00 no 1T de 2021 e agora, no 1T de 2023, está em R$ 26,00.

    Ou seja, apesar da vacância ter caído, os preços subiram. Isso demonstra que os investidores e players logísticos seguem valorizando seus imóveis e deixando-os ainda mais competitivos.

    Claudio Lisias | Sócio – Diretor de Serviços Imobiliários Corporativos, à esquerda

    Mercado de escritórios em São Paulo

    Os dados do 1T de 2023 da cidade de São Paulo apontam 11,8 milhões de m² de edifícios Corporate, no total de 1.614 edifícios prontos. Há, ainda, 49 em construção ou retrofit e 23 em projeto.

    Quando olhamos para a evolução da taxa de vacância do Corporate Classe A e A+, a vacância chegou a 22,2% no 1T de 2023. A absorção líquida foi, de fato, o grande destaque do trimestre, ao ficar negativa em mais de 8 mil m², após seis trimestres seguidos de absorção positiva.

    Grandes empresaram devolveram parte de seus espaços, como já estava previsto que ocorreria. Entre elas aparecem as áreas de tecnologia, banco e e-commerce:

    • A Meta, que devolveu 14.800 m² no Infinity Tower e Birmann 32;
    • O Itaú, que devolveu 11.800 m² no CEAB;
    • A Caixa Econômica, que devolveu 7.200 m² no São Luiz Gonzaga;
    • A Shopee, que devolveu 4.200 m² no Birmann 32.
    Jonathan Govier | Diretor de Serviços Imobiliários Corporativos, à direita

    Quanto à previsão de novas entregas, o mercado receberá cerca de 161 mil ainda no primeiro semestre de 2023, ou seja, estamos na reta final.

    Há previsão de 79 mil no segundo semestre de 2023; mais de 76 mil no primeiro semestre de 2024; e mais de 157 mil para 2025.

    O evento também promoveu a discussão e análise dos preços de aluguel dos escritórios, praticados no pós-pandemia. A região da Faria Lima, a mais importante e cobiçada de São Paulo, apresentou o valor mais alto de aluguel: mínimo de R$ 190,00 pedido por m², com a máxima de R$ 320,00 o m². 

    Na balança de “valores transacionados de locação e venda”, o valor mínimo registrado de venda foi de R$ 27.000 o m², e o máximo de R$ 44.000 o m². A média apresentada foi de R$ 38.000 o m². Detalhe: com um Cap Rate de 6,5%.

    Outras regiões consolidadas também foram avaliadas em relação a preço de locação e transação: Itaim/Vila Olímpia, Pinheiros/Berrini/Jardins, Paulista/Chucri Zaidan.  

    Como nas edições anteriores, esta edição do Buildings Exclusive marcou um momento importante para o setor, com dados e análises seguros e consistentes.

    Buildings Exclusive – Divulgação

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