segunda-feira, 21 setembro

    De vez em quando, uma empresa não encontra um imóvel que atenda adequadamente às suas necessidades. Nestas ocasiões, existem duas soluções: a) comprar um terreno próprio e construir um prédio próprio, ou b) combinar com um investidor ou incorporador para que ele compre o terreno, construa o prédio que lhe atenda e alugue-o de volta à sua empresa.

    Essa segunda operação é chamada de “Build-to-Suit” – construção sob medida. A Ocupantes já coordenou esse tipo de operação para clientes, realizando tanto a identificação do terreno adequado, como negociando o escopo da obra e o contrato de locação com o investidor (ou incorporador).

    Imagem de Freepik

    O erro de terminologia

    Você já deve ter se deparado com placas, anúncios ou textos ofertando terrenos com a expressão “Disponível para Built-to-Suit”. No entanto, essa expressão, neste contexto, não está correta.

    “Built” é um verbo conjugado no passado.  Logo, só faz sentido usá-lo se a obra já foi concluída.

    A expressão correta: “Build-to-Suit”

    A terminologia correta, tanto em inglês quanto tropicalizada, é “Build-to-Suit”, com o final em “D”. A expressão “Build-to-Suit” é composta por dois elementos-chave: “build” (construir) e “to suit” (sob medida).

    “Build” é usado como verbo no infinitivo, significando a ação de construir, enquanto “to suit” é, gramaticalmente, uma frase preposicional que indica a finalidade ou propósito da construção – ou seja, construir algo sob medida.

    Talvez a origem do erro esteja na dificuldade, para brasileiros, em pronunciar a letra D no verbo Build.

    Outra definição gramatical

    A expressão em inglês também pode ser considerada uma frase nominal. Nesse sentido, a tradução correta seria “Construção sob medida” em vez de “Construir sob medida”.

    “Built” às vezes está correto?

    Sim, quando a edificação já foi concluída, pois o verbo está no passado. Essa é a diferença crucial.

    Um prédio “Built-to-Suit” já foi concluído e entregue.

    Exemplos

    Para ilustrar isso, vejamos alguns exemplos corretos usando as palavras “Build” e “Built”:

    Prédio da GE (originalmente Vetco Gray) em Jandira, Rodovia Castelo Branco, SP
    • “A GE optou por um processo ‘Build-to-Suit’, ou seja, de construção sob medida, para sua nova instalação. A equipe da Ocupantes Consultoria Imobiliária conduziu todo o processo, desde a concepção até a seleção do terreno e a supervisão da obra, assegurando que o projeto fosse entregue conforme as expectativas.”
    • “Tenho um terreno que estou oferecendo para projetos ‘Build-to-Suit’. Posso construir para uma empresa um projeto personalizado, e acertaremos uma locação de longo prazo para compensar meu investimento. Em breve, uma placa será colocada no terreno anunciando: ‘Terreno de 50.000 m2 para um projeto ‘Build-to-Suit’.'”
    Telefônica Brasil (Vivo) – Sede Chucri Zaidan – Google Maps
    • “O edifício onde está agora a Vivo foi ‘built-to-suit’ (verbo ‘built’ no passado), ou seja, foi construído sob medida, em 2003, pela WTorre, ao lado da ponte Morumbi, em São Paulo. Trata-se de um exemplo de um processo de ‘Build-to-Suit’ (construção sob medida – frase nominal).”

    Conclusão

    Esperamos que este esclarecimento tenha sido útil. Se você estiver planejando um projeto imobiliário personalizado, lembre-se sempre de usar a terminologia adequada – “Build-to-Suit” – e de contar com a consultoria imobiliária da Ocupantes.


    Assinaturas Blog

    Thomas Govier | Sócio – Diretor

    35 anos de experiência no setor imobiliário, incluindo 5 anos na Inglaterra com a DTZ, uma empresa global de consultoria imobiliária, e de 1999 a 2005 na JLL, no Brasil, ocupando cargos como Head de Avaliações e Consultoria Estratégica na América do Sul e Diretor de Representação de Locatários.

    Membro do CRECI, formado em Administração Imobiliária pelo College of Estate Management da Universidade de Reading, na Inglaterra, e cursou Direito Imobiliário para não-advogados pela FMU no Brasil.

    Telefone: +55 11 99602-2974
    E-mail: thomas.govier@ocupantes.com.br

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    35 anos de experiência no setor imobiliário, incluindo 5 anos na Inglaterra com a DTZ, uma empresa global de consultoria imobiliária, e de 1999 a 2005 na JLL, no Brasil, ocupando cargos como Head de Avaliações e Consultoria Estratégica na América do Sul e Diretor de Representação de Locatários. Membro do CRECI, formado em Administração Imobiliária pelo College of Estate Management da Universidade de Reading, na Inglaterra, e cursou Direito Imobiliário para não-advogados pela FMU no Brasil.

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