Sempre que nos reunimos com os responsáveis pela escolha de um novo endereço para uma empresa — seja qual for o motivo: expansão, redução de custos, qualidade técnica das construções, mudança de imagem da empresa — uma das primeiras condições colocadas à mesa, impreterivelmente, é a localização.
Mas o que é uma “melhor localização”?
Não se trata de um conceito abstrato, ou uma questão de opinião, mas sim, uma condição objetiva mensurada em uma escala de valores. Portanto, o exercício de definir a “melhor localização” deve atender a métricas específicas dessa escala de valores. E a escala de valores deve estar clara para todas as partes.
Sem ela, a “melhor localização” pode ser definida sobre premissas subjetivas que ficarão obsoletas assim que mudarem os agentes que definiram o novo local. Como consequência, o legado pode ter um custo muito alto para a empresa, transformando-o em dissabor, o que seria contrário ao motivo de ânimo.
Uma das primeiras empresas que contratou os serviços corporativos da Ocupantes tinha o objetivo claro de mudar sua imagem corporativa. Encontrar tal imóvel, com as restrições orçamentárias de quem alugava um imóvel comercial de ocupação única, numa rua adjacente em um bairro de ocupação mista, foi um grande desafio, mas ainda assim facilitado pelo objetivo claro da contratante.
Neste caso, a “melhor localização” foi determinada, além de outros critérios, pela microrregião pretendida e pela aparência do edifício.
Em outro caso, a decisão coube à TI. Embora o fato motivador da mudança fosse a proximidade com clientes, evitando o deslocamento de seus consultores, a “melhor localização” para esta empresa era limitada pela necessária infraestrutura fornecida para a transferência de dados.
No caso, as empresas provedoras de internet deveriam ser as proprietárias dos links de satélite, ou provedores de nível 1, sem a intermediação de terceiros na chamada “last mile”. Um fator excludente, mas bem definido.
Conheça o case realizado no Rio de Janeiro
Mas, e se o fator limitante não estiver no imóvel, e sim no trajeto dos clientes e cooperadores, especialmente no tempo e recursos gastos no trajeto residência-escritório-residência? Há ferramentas que possam mensurar este critério?
A Ocupantes, como uma empresa focada em consultoria, e não apenas na transação, encarou esse desafio.
Para esse cliente, situado no Rio de Janeiro, onde, devido a fusões e aquisições de outras empresas, seus escritórios estavam separados geograficamente, era imprescindível saber como a realocação, unificando os escritórios, impactaria seus clientes e cooperadores.
A tarefa inicial foi selecionar, para referência, os prédios que atendiam os requisitos técnicos, além da imagem corporativa desejada pelo cliente. Com cada opção sendo submetida a uma análise financeira e qualitativa.
Restava fundamentar a “melhor localização” considerando o impacto no tempo de deslocamento. Sob este critério, a realocação seria justificada se houvesse uma redução no tempo médio de deslocamento dos usuários do imóvel.
O ensaio proposto pela Ocupantes foi além.
No modelo elaborado, a empresa pode verificar o tempo gasto por cada usuário no deslocamento, além de definir a relevância e a frequência de sua presença.
A cidade do Rio de Janeiro apresenta uma geografia única, espetacular para os turistas. Contudo, ela dificulta a ligação entre seus bairros, com as principais vias e avenidas definindo os eixos de deslocamento urbano. Quase sem alternativas rápidas e seguras.
A partir dos CEP’s da residência dos colaboradores, definimos em um mapa os principais trajetos de acesso aos escritórios.

No mapa acima demonstramos o trajeto de um colaborador para cada um dos imóveis selecionados.
Com o uso de programas específicos, a Ocupantes foi capaz de definir o trajeto e o tempo percorrido para cada colaborador, do “Ponto A” (endereço do colaborador) para os imóveis selecionados como referência definidos aqui, como Pontos “B”, “C” e “D”.
Esse modelo resultou na planilha abaixo, com o tempo de deslocamento de cada colaborador para o futuro local de trabalho.

Finalizamos a apresentação da “melhor localização” pela junção de outros critérios pré-estabelecidos, além do demonstrado.
Aplicamos uma pontuação para cada critério conforme a relevância definida pelo cliente. A pontuação resultante foi a base para a avaliação da melhor alternativa.
O trabalho de consultoria realizado envolveu outros aspectos que não foram mencionados. Mas, considerando o custo financeiro representado pelo gargalo que é o trânsito na cidade do Rio de Janeiro, é relevante considerar que a “melhor localização” proporcione o menor tempo médio de deslocamento.
Como resultado, o serviço desenvolvido pela Ocupantes forneceu ao cliente uma aproximação caracterizada, não pelo mero apelo do valor inicial da locação, mas por uma visão holística da realocação, apontando a direção e fundamentando a tomada de decisão.
Claudio Lisias | Sócio – Diretor
É Sócio-Diretor da Ocupantes, atuando desde 2004 no setor imobiliário. Lidera a filial do Rio de Janeiro, representando clientes industriais e corporativos em RJ e SP.
Iniciou na carreira militar e trabalhou em projetos sociais antes de se juntar à Ocupantes.
Telefone: +55 11 99978-4850
E-mail: claudio.lisias@ocupantes.com.br


