Quando Joaquim Eugênio de Lima inaugurou a Avenida Paulista, em dezembro de 1891, em alusão ao nome escolhido declarou: “Será então Paulista em homenagem aos paulistas”. Isso significou uma visionária e merecida homenagem ao povo do estado, cuja capital é a maior e mais cosmopolita cidade do Hemisfério Sul. Curiosamente, o próprio Joaquim Eugênio de Lima – então prefeito da cidade – era uruguaio, imigrante como muitos dos seus concidadãos.

Ao longo dos últimos 131 anos, muitos e mirabolantes projetos – como a criação de um boulevard com circulação de automóveis por um túnel – foram desenvolvidos para a Paulista. Ainda que não tenham sido implementados, ela se tornou a mais moderna das avenidas da capital. Alguns conceitos que hoje parecem novos, como complexos multiuso, já existem na Paulista desde a década de 50.
A partir do início dos anos 80, a Paulista viveu duas ‘décadas douradas’, graças à migração do setor financeiro do centro da capital. Isso deslocou o poder da então poderosa indústria – simbolizado pela imponente sede da FIESP – para o setor financeiro. Na década de oitenta, ao longo de seus 2800 metros, era possível observar as mais diversas bandeiras de bancos nacionais e estrangeiros, retrato de um mercado bastante pulverizado. Na ocasião contava com mais de uma centena de diferentes bancos.
Ao final da década de 90, com a concentração do setor bancário – e posterior criação das fintechs, migração de muitas empresas para a Nova Faria Lima e novos polos, como a região do Shopping Morumbi, e tendo como fator contribuinte a zeladoria e segurança deficientes por parte do poder público, a Avenida Paulista amargou certa decadência. Dessa forma, foi surpreendente como a partir da segunda década do presente século a Paulista ressurgiu como um vibrante polo de cultura e convivência, voltando a ser a grande referência da capital paulista.

É difícil ser preciso nas datas e movimentos de transformação dos espaços públicos. Contudo, certamente as novas instalações culturais e a atração de um público jovem foram fatores que concorreram para esse novo momento da Paulista.
Há de se considerar também a paixão que a Paulista desperta, como testemunha Leonardo F. Netto, diretor de vendas da multinacional Harman, empresa de tecnologia do Grupo Samsung. Desde a infância, ele sonhava em trabalhar na Paulista, encantado com os imponentes arranha-céus. Este desejo foi realizado já na vida adulta. E ele afirma: “Uma avenida bonita, grande, respeitosa, onde você encontra de tudo, de teatro a hospital, de padaria a restaurante internacional. Da avenida Paulista vou para qualquer direção da cidade, e a cidade chega na avenida Paulista, a principal artéria da nossa São Paulo”.
Do ponto de vista da ocupação – usuários finais – é curioso observar que atualmente o domínio ainda pertence ao setor financeiro – público e privado – seguido dos operadores do direito – tribunais e bancas de advogados, conforme observado no quadro a seguir:

Quando analisamos, do ponto de vista dos proprietários/locadores, a predominância é de fundos de gestão/investimentos imobiliários; em segundo lugar – mas com grande distância – do setor público, estadual e federal.
Considerando o ‘estoque’ de imóveis na região da Paulista, observamos um grande número de empreendimentos mais antigos cujas lajes são relativamente pequenas. Entretanto, mais recentemente a tendência que surgiu foi de empreendimentos – novos ou retrofits – com lajes maiores, a exemplo do que foi feito na antiga sede do Banco Real/ABN Amro, atualmente Brazilian Financial Center.
Uma vez que as demandas atuais são voltadas para os empreendimentos “triple A”, conforme assevera Patricia Beznos, diretora de Real Estate da Brookfield Properties – que possui investimentos consolidados e em desenvolvimento na região: “O mercado imobiliário corporativo da região da Paulista é extremamente consolidado e possui um perfil próprio de ocupantes. Temos observado nesta região um crescimento expressivo de demandas com foco em edifícios “Triple A”, especificações técnicas de última geração, bem como fácil acesso a transporte, alimentação e serviços. Estas são características que a região da Paulista reúne provendo, assim, uma excelente experiência ao ocupante”, ela observa.
A avenida Paulista continua a maior referência da cidade de São Paulo e, a partir do final dos anos 90, as instalações culturais deram uma nova dinâmica para a região, atraindo um público mais jovem. Além de ter uma grande presença de turistas. Isso aconteceu entre a inauguração do MASP em 1947 – ainda considerada a maior expressão da Paulista – e a Japan House. Esses espaços atraem milhões de visitantes para a região a cada ano.
A região oferece aos ocupantes/usuários finais de seus escritórios o mais completo conjunto de infraestrutura e amenidades da cidade de São Paulo. Além disso, possui completo sistema de transporte, como metrô, ônibus e automóvel. Dispõe de ampla rede bancária e hoteleira, uma gama de serviços como restaurantes, shoppings, lojas, hospitais etc, como atesta o advogado Antonio Amendola, sócio do escritório Dias Carneiro Advogados, localizado lá: “Eclética e atual, a Avenida Paulista continua sendo sede de inúmeras empresas. As muitas opções de acesso, transporte público e alimentação tornam este cartão postal paulistano um ótimo endereço para fixar o escritório. Cultura e boas opções de restaurantes dão um toque especial”.
Outra característica bastante marcante da Paulista aparece nos preços dos produtos e serviços oferecidos. Por exemplo, é possível chegar de Mogi das Cruzes ou Jundiaí, com o custo de uma passagem de R$ 4,40 – no sistema integrado de transporte público; também é possível utilizar o serviço de transporte por helicóptero. E pagando apenas R$ 1,00 é possível aquecer uma marmita ou gastar algumas centenas de reais em sofisticados restaurantes. Possivelmente por essas razões, a Paulista representa tão bem a cidade de São Paulo, localizada entre o refinado bairro dos Jardins e a popular Bela Vista/Bexiga.
Atualmente, a taxa de vacância da região está em torno de 22% (Universo Corporate). Isso oferece ao usuário final boas condições de negociação para novas locações. Dentro desse estoque há um amplo espectro de opções, desde lajes maiores em empreendimentos de excelente padrão a conjuntos menores em edificações mais antigas. Muitas delas ainda estão em boas condições de ocupação, além, claro, dos empreendimentos que têm sido modernizados com reformas e retrofits.

Assim, a região da Avenida Paulista tem sido uma excelente opção para ocupantes/usuários finais que demandam uma infraestrutura completa em ótimos empreendimentos e com preços atrativos. Notadamente para empresas cujos colaboradores estão no desenvolvimento de carreira, em cursos universitários ou de especialização, uma vez que a partir da Paulista existe fácil acesso às melhores universidades e cursos complementares.
Por tudo isso, a região não pode passar despercebida. E nesse sentido, a Ocupantes está pronta para assessorar diversas empresas em seu plano de ocupação, propondo soluções mais eficientes, com ganhos financeiros e qualitativos.
Haroldo Lopes | Sócio – Diretor
Atua no mercado imobiliário desde 1996. Especializado em serviços de representação corporativa, atuando como líder de projetos de grandes clientes da Ocupantes. Já trabalhou no banco multinacional francês, o Société Générale, no departamento de empréstimos em moeda estrangeira e, posteriormente, na área de planejamento da Eurofarma.
Formado em Administração de Empresas pela Universidade Mackenzie.
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